Transformação Digital

A 4ª Revolução Industrial, sustentada em novas tecnologias, disrupção e uma cultura de constante inovação trazem novos desafios.

 

Mais do que entender o que é a transformação digital, o desafio para muitas empresas e profissionais tem sido o de descobrirem como poderão adaptar-se à nova realidade, aplicando as novas tecnologias e modelos de negócio nas atividades do dia a dia.

Segundo David Rogers, há cinco dimensões fundamentais da Transformação Digital a ter em consideração: Clientes, Concorrência, Dados, Inovação e Valor.
 

Clientes

Gastar menos tempo nas compras, ter acesso aos melhores produtos, viver experiências diferenciadas e positivas são algumas das principais mudanças observadas no comportamento dos consumidores.

Vivemos na era da personalização: quanto mais personalizado for o atendimento, mais encantado ficará o cliente, aumentando a probabilidade das marcas ganharem uma boa reputação.


Conforme os negócios se vão tornando mais digitais, os clientes deverão ser vistos como parceiros, tentando saber mais o que têm a dizer e quais as suas necessidades reais, antes mesmo de tomar qualquer outra iniciativa de marketing.

Estratégias de fidelização e personalização são fundamentais, pois com a Internet é cada vez mais fácil procurar e comparar produtos, preços e melhores condições de compra.

Concorrência

Até há pouco tempo, as empresas competiam diretamente com concorrentes da mesma indústria, que forneciam produtos e serviços similares.

Com a transformação digital, poderão surgir novos concorrentes de onde menos se espera e com modelos de negócio completamente disruptivos.

Exemplos como o da Netflix, Airbnb ou Uber, ilustram bem esta nova realidade, pois não vieram para oferecer um serviço alternativo aos clubes de video, hotéis ou companhias de táxi. Estes concorrentes assimétricos criaram plataformas que revolucionaram completamente os mercados em que entraram, proporcionando novas experiências de compra e formas de consumo.
 

Com os efeitos de rede gerados por estas plataformas, a resposta das empresas incumbentes tornou-se mais difícil, se não mesmo impossível, como por exemplo no caso da Kodak ou da Blockbuster.

Dados

Os dados são provavelmente o ativo mais valioso para muitas empresas no processo de transformação digital. 


A recolha, produção, gestão dos dados, transformando-os em informações valiosas para o processo de tomada de decisão, são uma das maiores fontes de vantagem competitiva na era digital.


Além dos dados de mercado e clientes recolhidos pelas empresas, também agora graças às novas tecnologias, em particular com a IoT, grande parte das ações realizadas pelos clientes e colaboradores podem ser transformadas em dados para análise e geração de novas perspetivas e soluções.

Inovação

Apostar em inovação, sem ter medo de errar, é talvez uma das mudanças mais dificeis de implementar no processo de transformação digital.


Quanto maior e mais estabelecido é um negócio, maior é o medo de inovar e experimentar novas soluções, ficando presos a processos e modelos de negócio que resultaram no passado mas, muito provavelmente, não vão resultar no futuro. São obstáculos que as empresas terão de derrubar caso desejem continuar no mercado.


O modelo usado por muitas startup tem tido muitos exemplos de inovação com sucesso. Mesmo antes de lançarem o produto final, lançam um protótipo, um produto mínimo viável, que experimentam com os seus clientes, recolhendo opiniões e sugestões que integram num processo de melhoria continua. Este modelo é agora mais fácil com a utilização das novas tecnologias digitais, aumentando o potencial de colaboração aberta entre os vários agentes do mercado, facilitando o processo de inovação e desenvolvimento.

Valor

A proposta de valor que uma empresa pode entregar para o público, tanto para os clientes atuais como para potenciais novos clientes, precisa ser constantemente avaliada e adaptada.

 
As necessidades dos consumidores mudam constantemente e de forma muito rápida. É preciso que as companhias estejam atentas a essas mudanças, ousando tentar antecipar as novas tendências e surpreender o mercado.

Para gerar propostas de valor, as empresas terão gerar constantemente novos insights, de forma a conseguirem conhecer mais a fundo pequenos nichos do mercado, personalizando a proposta de valor para atender às especificidades de cada nicho e tratando cada consumidor como sendo único.
 

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