• José Góis

MIT cria chip com milhares de sinapses cerebrais artificiais


Segundo os cientistas do MIT, um dia conseguiremos transportar no bolso cérebros minúsculos com IA, sem necessitarem de estar ligados a um supercomputador ou à internet.




No artigo publicado na Nature Nanotechnology,os investigadores explicam como o chip inspirado no cérebro humano foi capaz de recordar e recriar uma imagem do escudo do Capitão América em escala de cinza.


Apesar destes testes poderem parecer de pouca importância, a equipa acredita que o design do chip poderá dar um avanço importante no desenvolvimento de pequenos dispositivos de IA portáteis que conseguirão realizar tarefas computacionais complexas que hoje apenas são possíveis através da utilização de supercomputadores.


Os investigadores do MIT afirmam que o seu novo design "brain-on-a-chip" torna esse futuro muito mais próximo, ao colocarem dezenas de milhares de sinapses cerebrais artificiais, chamadas memristors,num único chip que é menor que um pequeno pedaço de confetti.


Segundo Jeehwan Kim, professor associado de engenharia mecânica no MIT, estão a tentar construir hardware de rede neural real para sistemas portáteis de inteligência artificial. Até agora, as redes de sinapse artificiais existem apenas como software.


Segundo o investigador poderá ver a ser possível ligar um dispositivo neuromórfico à câmara de um automóvel, que ao reconhecer luzes e objetos no trajeto, poderá tomar uma decisão de forma imediata, sem necessitar de uma ligação à internet.


Existem outras instituições que também já estão a trabalhar para desenvolver chips neuromórficos. Apple, Google, Microsoft e NVIDIA têm as suas próprias versões de hardware de machine learning. Por exemplo o chip Lohi da Intel imita o cérebro com 1.024 neurónios artificiais.

Veja um video promocional da Intel.

Mas a maioria das sinapses cerebrais artificiais (memristors) usam prata. A equipa de Kim percebeu que podiam fabricar cada memristor com ligas de prata e cobre, juntamente com silício. Isto permitiu-lhes criar um chip de silício quadrado de milímetro com dezenas de milhares de memristors.


Num comunicado de imprensa, Jeehwan Kim disse que gostariam de desenvolver ainda mais esta tecnologia para ter matrizes de maior escala para fazer tarefas de reconhecimento de imagem, possibilitando que um dia seja possível transportar cérebros artificiais para fazer este tipo de tarefas, sem a necessidade de uma ligação à internet.


Fonte: EurekAlert, AAAS


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