A transformação digital e as redes sociais

Transformação digital e as redes sociais

As redes sociais são atualmente plataformas excelentes para promover marcas e negócios, sendo um lugar único onde é possível ouvir, envolver e construir relacionamentos com os clientes.


De acordo com o relatório da Global Web Index de janeiro de 2020, existem em Portugal cerca de 7 Milhões de utilizadores ativos das redes sociais, representando 69% da população com idades compreendidas entre os 16 e os 64 anos, gastando estes em média 2,04 horas por dia a utilizar as redes sociais.  Estas duas horas são preciosas, criando um espaço onde poderá comunicar com os seus clientes, construir relacionamentos, ajudar os seus clientes a resolver problemas, ou a vender a sua marca.


Não ter uma participação ativa nas redes sociais significa que o seu marketing de conteúdo não aproveita uma ferramenta chave de comunicação com o mercado. O pior é que muito provavelmente os seus concorrentes já estarão a aproveitar esta oportunidade para ter mais visibilidade junto dos seus atuais clientes.

 
Ao utilizar as redes sociais, aumentará a visibilidade da sua marca, criando oportunidades de contacto que poderão impulsionar as vendas. Mas começar sem ter um plano bem definido, servirá apenas para perder tempo e provavelmente a gastar dinheiro desnecessariamente.


Primeiro tem de entender como funciona cada plataforma, quais as características do seu público-alvo, qual o posicionamento que a sua marca deverá ter em cada canal, ou quais os interesses da sua audiência.


Neste artigo tentaremos percorrer os principais elementos que deve ter em consideração para iniciar a sua estratégia de marketing nas redes sociais. O melhor conselho que posso dar é o de que não desista.
Construir uma forte presença para a sua marca e uma comunidade de seguidores nas redes sociais dá trabalho e leva o seu tempo.

 

É um grande desafio tentar aumentar o número de seguidores, criar conteúdos de qualidade e construir compromissos duradouros. Pode demorar vários meses só para descobrir o que funciona e estimula reações da sua audiência. Por isso, não desista. Só assim poderá colher os benefícios de uma estratégia de marketing nas redes sociais.

Quais os benefícios de ter uma estratégia de marketing nas redes sociais?

Quais os benefícios de ter uma estratégia de marketing nas

redes sociais?

 
Utilização das diferentes plataformas de redes sociais pelos portugueses
  • Aumentar a consciencialização e visibilidade da sua marca.

  • Aumentar o seu público e construir comunidades.

  • Comunicação aberta e direta com os seus clientes, atuais ou potenciais.

  • Aumentar o tráfego para o ‘website’ da sua marca ou negócio.

  • Aumentar a taxa de conversões.

  • Gerar mais oportunidades de negócio (‘leads’).

  • Inspiração para a inovação e desenvolvimento de produtos ou serviços.

  • Gerar mais vendas e fontes de receita.

Como definir os objetivos da sua estratégia de marketing nas redes sociais?

Como definir os objetivos da sua estratégia de marketing nas redes sociais?

 

O primeiro passo, penso que como em tudo, é o de definir quais os objetivos que pretende atingir com a sua estratégia de marketing nas redes sociais. Uma boa definição dos seus objetivos será fundamental para medir o sucesso da sua estratégia, poder fazer o acompanhamento da implementação e identificar o que resulta e deverá ser mantido, ou o que não funciona e deverá ser alterado.

A melhor forma será usar a velha e conhecida metodologia SMART para definição dos objetivos. Caso não conheça, SMART é um acrónimo em inglês para ‘Specific’, ‘Measurable’, ‘Achievable’, ‘Relevant’ e ‘Timely’ e que define como um bom objetivo deve ser definido.

  • Específicos (‘Specific’): definir o resultado específico que pretende atingir:

“Aumentar a notoriedade da marca na conta do Facebook em todo o país…”

  • Mensuráveis (‘Measurable’): definir como vai medir o progresso e os resultados para saber quando e se atingiu o objetivo.

“… aumentando os seguidores da página em 20% e o número de cliques nos ‘links’ para o ‘website’ do produto em 15%...”

  • Alcançáveis (‘Achievable’): terão de ser razoáveis e possíveis de atingir, de acordo com os recursos disponíveis e com os resultados-padrão da sua indústria. Como exemplo, não deverá estabelecer um objetivo em que o investimento que tem de fazer em anúncios para o alcançar fique muito acima do que é razoável para a saúde do seu negócio, ou tentar uma taxa de conversão de 25%, quando o padrão do mercado é apenas de 5%.

“… investindo 5,00 € por semana em anúncios pagos no Facebook, direcionados para o público-alvo do produto XPTO com conta no Facebook e residente em Portugal…”

  • Relevantes (‘Relevant’): terá de ser consistente com os objetivos do seu negócio, dando resposta às suas necessidades e estando enquadrado com os seus planos de curto, médio e longo prazo.

“… com o anúncio do novo produto XPTO e com um CTA (‘Call to action’) que conduza para a página do produto no nosso ‘website’…”

  • Calendarizados (‘Timely’): definir um prazo ou data limite em que pretende atingir o objetivo, sendo este prazo também razoável e atingível.

“… até ao final do ano.”

Resumindo, o seu objetivo SMART poderia ser este:

 

“Aumentar a notoriedade da marca XPTO na conta do Facebook em todo o país, aumentando os seguidores da página em 20% e o número de cliques nos ‘links’ para o ‘website’ do produto em 15%. Para tal investirei 5,00 € por semana em anúncios pagos no Facebook, direcionados para o público-alvo do produto XPTO, com conta no Facebook e residente em Portugal, usando imagens do produto e com o CTA “saber mais” que conduza à página de destino no ‘website’ (‘landing page’) do produto, mantendo a campanha até ao final do ano.”

A definição de objetivos para a sua estratégia nas redes sociais não se deve limitar a ter mais ‘likes’ ou partilhas. Pense nas vendas que pretende alcançar, na geração de novas oportunidades de negócio (‘leads’), taxas de conversão de ‘leads’ em vendas, aumento do tráfego no ‘website’ da marca, o aumento da notoriedade da marca, entre outros. Use números, prazos e certifique-se de que os seus objetivos estão alinhados com a sua estratégia de marketing.

Estabeleça metas de acordo com os desafios do seu negócio, definindo objetivos realistas e de acordo com o orçamento e os recursos disponíveis. Se o objetivo é o de aumentar a notoriedade da sua marca, então deverá criar conteúdos que digam aos seus potenciais clientes o que a sua marca representa em valores e missão, em vez de ter mensagens promocionais apenas com o objetivo de vender.

 

Por outro lado, se o seu objetivo for o de vender mais durante, por exemplo, o período de Natal ou na época de saldos, então mensagens simples e diretas que apelam à ação serão as mais eficazes. Independentemente do objetivo que tenha, uma estratégia simples, mas com objetivos claros, é melhor que não ter estratégia ou objetivos definidos.
 

Como identificar o público-alvo nas redes sociais?

Como identificar o público-alvo nas redes sociais?

 

Outro passo fundamental da sua estratégia de marketing para as redes sociais deverá ser o de definir quem é o seu cliente ideal, ou melhor dizendo, o seu ‘buyer persona’.


O desenvolvimento de uma estratégia de marketing para as redes sociais de alta qualidade começa por criar ou definir o seu ‘buyer persona’, pois se não souber para quem define a sua estratégia de comunicação, como poderá escrever mensagens mais eficazes ou escolher a rede social mais adequada?


A criação de um ‘buyer persona’ consiste na definição de um perfil de cliente cujas características demográficas, necessidades, preferências e comportamentos servem para estabelecer as estratégias de marketing. O ‘buyer persona’ é construído através de uma pesquisa inicial dos clientes atuais ou potenciais, identificando as características mais comuns entre eles.


Existem várias fontes onde poderá pesquisar informação sobre o seu público-alvo. Por exemplo, poderá pesquisar os dados demográficos e outros elementos estatísticos em fontes como o INE ou no PORDATA, que são gratuitas.

 
Existem também uma série fontes de informação pagas e que, dependendo do seu orçamento, poderá comprar estudos e análises específicas para o seu negócio.

 
A análise destes dados pode ajudar a definir o perfil do seu ‘buyer persona’ e quais as redes sociais e conteúdos mais indicados para a sua estratégia. Se são mais mulheres do que homens então o Pinterest poderá ser a escolha mais indicada. Mas se, por exemplo, o seu ‘buyer persona’ tem menos de 30 anos, o Instagram será sem dúvida a melhor opção.


Os elementos fundamentais para criar o seu ‘buyer persona’ são a idade, sexo, local onde vivem, rendimento médio, etc.


Existe, no entanto, outra fonte que é talvez a mais importante de todas para criar o seu ‘buyer persona’. Os seus clientes atuais!


Olhando para os seus clientes atuais, poderá obter muita informação preciosa. Por exemplo, os seus clientes mais fiéis e satisfeitos. Se são fiéis e estão satisfeitos, é porque faz o mais acertado e atinge o público mais relevante para a sua marca. Estude a sua demografia, quais as suas profissões, onde trabalham, qual o seu nível de formação académica.


Poderá também ver em que redes sociais estão presentes, de que grupos fazem parte, em que fóruns participam, que comentários fazem, o que publicam ou quais são os seus interesses.


Deverá também entender o que os seus clientes atuais mais valorizam no seu produto ou serviço. Como facilita a vida dos seus clientes? Que outros produtos ou serviços gostariam de ter? Ao saber responder a estas perguntas, mais facilmente criará o ‘buyer persona’ mais relevante para a sua marca.


Outra fonte de informação fundamental são os outros elementos da sua equipa, principalmente aqueles que lidam diariamente e estão em contacto com os seus clientes. Quais são as perguntas mais frequentes que os seus clientes fazem? Há problemas que desconhece? Quais são as reclamações que os seus clientes fazem?
Reúna com a sua equipa regularmente e descubra quais são as suas perspetivas sobre os
clientes. Porque é que alguns clientes não compram ou foram parar à porta dos seus concorrentes?

 

Identifique as funcionalidades que faltam nos seus produtos. Além de o ajudarem a definir bem quem é o seu ‘buyer persona’, podem também ajudá-lo a criar o conteúdo mais adequado, a pesquisar mais informação sobre os seus clientes, ou até mesmo a criar um produto ou serviço que permita fidelizar os seus clientes ou aumentar as vendas dos seus produtos atuais.


Se conhecer e entender melhor os seus clientes, estará preparado para ajudá-los melhor e conquistar novos clientes. Falar na mesma linguagem dos seus clientes e dar-lhes exatamente o que eles querem é fundamental, pois os clientes querem envolver-se com marcas que os ouvem e os entendem. Marcas que estão centradas no cliente e que realmente se importam com eles.

 
Image by bruce mars

Como escolher a rede social certa para a sua estratégia de marketing?

Existem algumas centenas de redes sociais, mas neste guia vamos focar-nos naquelas que têm o maior número de utilizadores e que são mais conhecidas.

Mais importante do que estar presente em muitas plataformas de redes sociais, é saber escolher qual a plataforma que é mais indicada para estar em contacto com o seu público alvo e para a categoria de produto ou serviço que quer promover. Não interessa a quantidade de redes sociais em que está presente, o mais importante é a qualidade do conteúdo que partilha de acordo com o perfil de cada plataforma.

Por exemplo, o Facebook é bom para notícias e conteúdos de entretenimento, podendo inclusivamente criar um Grupo sobre um tema específico que esteja relacionado com o seu objetivo, pois está provado que os Grupos do Facebook são uma excelente forma para as marcas se conectarem com o seu público-alvo.

LinkedIn é a rede mais de âmbito profissional, sendo mais indicada para audiências B2B, ou para procurar emprego ou para procurar candidatos para uma vaga de emprego que tenha para preencher.

Já o Instagram é perfeito para produtos com uma forte componente visual, como produtos de luxo, automóveis, cosméticos ou moda.

Outro aspeto importante a ter em consideração é o de onde está a sua concorrência presente. Deverá marcar presença nas mesmas plataformas que os seus clientes utilizam, devendo também estar atento ao que publicam, quem são os seus seguidores e qual o nível de envolvimento que conseguem com os seguidores.

Se começa agora a utilizar as redes sociais para promover o seu negócio, deverá escolher uma ou duas plataformas no máximo e concentra-se nelas.

Image by Morning Brew

Especificações das diferentes redes sociais

 
LOGO Facebook

Facebook

 

Fundada em 2004, é uma das maiores empresas de internet do mundo com influência que vai além das redes sociais. Em conjunto com a Google, Apple e Amazon é considerada uma das grandes empresas tecnológicas. O Facebook é a rede social mais popular em todo o mundo e a empresa também detém três outras plataformas: o Instagram, o Facebook Messenger e o WhatsApp.


Sendo a rede social mais popular do mundo, com mais de 2,7 mil milhões de utilizadores ativos mensalmente, a sua utilização vai muito mais além daquela que a maioria dos subscritores faz ao manter o contacto com rede de amigos e familiares. O Facebook também tem diferentes aplicações que permitem vender ‘online’ ou promover o seu negócio, marca e produtos através de anúncios pagos.


A distribuição de utilizadores por escalão etário e género, em termos globais, tem uma maior predominância entre os 18 e os 44 anos com 72,8% dos utilizadores dentro deste intervalo de idades. Em relação ao género, 43,6% são mulheres e 56,4% homens.

Distribuição dos utilizadores do Facebook a nível global

Em Portugal a plataforma Facebook tem o potencial para chegar a 6 milhões de pessoas, sendo 52,5% homens e 47,5% mulheres. Em termos dos dispositivos utilizados para aceder ao Facebook, 59,5% acede apenas através do telemóvel, 37,0% acedem utilizando tanto o telemóvel como o computador e apenas 3,5% só acedem através do computador.

Relativamente ao envolvimento, 3,76% dos utilizadores interagem com o conteúdo publicado. Se olharmos para o conteúdo em detalhe, vemos que os níveis de interação são ligeiramente diferentes, sendo que 6,98% interagem nas publicações com vídeos, 3,46% nas publicações com imagem e 1,04% nas que têm ‘links’ para outros conteúdos.

Em relação ao conteúdo a publicar, deverá ter um tom informal, envolvente e amigável. Poderá criar uma grande diversidade de conteúdos, desde ‘blogs’, vídeos, imagens, ‘GIFs’, ‘memes’, concursos, sondagens, escolha os que forem mais relevantes para o seu público-alvo.

LOGO Instagram

Instagram

 

Fundada em 2010, o serviço foi inicialmente lançado apenas para dispositivos da Apple com o sistema operativo iOS, mas após ser adquirida pela plataforma Facebook em abril de 2012, passou a estar disponível para outros dispositivos móveis, bem como ‘online’.


A rede social Instagram é uma das plataformas móveis mais populares em todo o mundo, com elevados níveis de envolvimento dos utilizadores. Com 1,16 mil milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo 51% dos seus utilizadores mulheres e 49% homens. As publicações nesta rede social são principalmente fotografias (59% das publicações) e vídeos (14,9% das publicações).

Distribuição dos utilizadores Instagram a nível global

Em Portugal a plataforma Instagram tem o potencial para chegar a 3,8 milhões de pessoas, sendo 44,7% homens e 55,3% mulheres.


Sendo uma aplicação de partilha de redes sociais que permite aos utilizadores tirar fotografias e editá-las com uma seleção de filtros digitais, é a plataforma ideal para marcas em que a componente visual é muito importante como, por exemplo, marcas de luxo, moda, cosméticos, etc. O Instagram também permite a partilha de vídeos e tem disponível o Instagram Stories.


Geralmente, o Instagram beneficia de uma forte integração social, uma vez que os utilizadores podem facilmente partilhar os seus conteúdos nas outras redes sociais como, por exemplo, o Facebook ou o Twitter.

 
Os utilizadores do Instagram são maioritariamente por utilizadores mais jovens e com menos de 35 anos, muitos dos quais interessados em acompanhar a vida das celebridades, seguindo as suas contas individuais no Instagram. Desde março de 2020, a conta de Instagram do futebolista português Cristiano Ronaldo passou a ser a conta de Instagram com mais seguidores em todo o mundo.


Esta é também uma plataforma de redes sociais em que os influenciadores digitais têm maior impacto, pela possibilidade de exibição da utilização de produtos e marcas através de e vídeos. Em particular marcas de moda e luxo fazem muito do seu marketing através da plataforma Instagram, sendo disso exemplo as casas de moda Chanel, Gucci, Louis Vuitton e Dior.


Mesmo que a sua marca não seja atrativa como imagem, poderá sempre usar o Instagram para partilhar imagens dos bastidores do seu negócio como, por exemplo, eventos, campanhas promocionais, vídeos sobre a utilização ou funcionamento dos seus produtos, etc. 

Infográfico Guia Publicação Conteúdos Instagram
LOGO LinkedIn

LinkedIn

 

Lançado em 2002, o LinkedIn é uma rede social mais vocacionada para profissionais de negócios, sendo uma das maiores plataformas para candidatos a emprego, empregadores e recrutadores de todo o mundo.


Ao criar uma conta no LinkedIn, os utilizadores podem pesquisar pessoas e empresas, conectar-se com proprietários e gestores de empresas e negócios, ou seguir e construir relações com influenciadores de várias indústrias. O LinkedIn também tem um serviço de anúncios, sendo a maior e mais rentável plataforma de anúncios de emprego. 

A rede social LinkedIn é uma das redes sociais mais populares em todo o mundo, com 727 milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo 57% dos seus utilizadores Homens e 43% mulheres.

Distribuição dos utilizadores LinkedIn a nível global

Em Portugal a plataforma Instagram tem o potencial para chegar a 3,4 milhões de pessoas, sendo 51,6% homens e 48,4% mulheres.


Sendo uma plataforma mais formal, mais do que um canal para promover produtos, é um excelente canal para se ligar a outros profissionais e promover o seu negócio. Construa a identidade da sua marca publicando conteúdo que ajude as pessoas a fazer melhor o seu trabalho, respondendo a questões ligadas aos principais desafios na sua área de negócio, mostrando ser um especialista.Partilhe artigos sobre a indústria, ‘webinars’ e eventos. Evite memes e ‘GIFs’, mas use ‘hashtags’ e ‘emojis’. 

Infográfico Guia Publicação Conteúdos LinkedIn
LOGO Pinterest

Pinterest

 

Lançada em 2010, a plataforma Pinterest também está mais vocacionada para a partilha de imagens, chamadas de “pins”.

 

Os vários “pins” podem ser organizados por coleções temáticas chamadas de “pinboards”. A rede social Pinterest também é uma muito popular, contando com 189 milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo mais popular entre as mulheres (77% dos utilizadores) do entre os homens (apenas 14% dos utilizadores).

Distribuição dos utilizadores Pinterest a nível global

Em Portugal o Pinterest tem o potencial para chegar a 1,5 milhões de pessoas, sendo 61,9% mulheres e tendo 75,7% idades entre os 18 e os 44 anos.


O Pinterest é muitas das vezes utilizado para procurar inspiração, sendo uma espécie de motor de busca de imagens. Se o seu produto tiver imagens atrativas, o Pinterest será também uma excelente plataforma para partilhar. É também uma rede social excelente para partilhar infográficos.

Infográfico Guia Publicação Conteúdos Pinterest
LOGO Snapchat

Snapchat

 

Lançado em 2011, o Snapchat permite tirar fotos, gravar vídeos, adicionar textos e desenhos à imagem, mas com um detalhe, a publicação só dura entre 1 e 10 segundos depois de aberta, sendo depois excluída tanto do telemóvel como dos servidores, para sempre.


O Snapchat tem 433 milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo 59,2% mulheres e 39,1% homens (sei que o total não soma 100%, mas são os dados publicados pela plataforma). Esta plataforma está muito mais vocacionada para um público mais jovem, tendo 59,1% dos seus utilizadores idades entre os 13 e os 24 anos.

Distribuição dos utilizadores Snapchat a nível global

Em Portugal o Snapchat tem 1,1 milhões de utilizadores, sendo 66,7% dos utilizadores são mulheres e 32,7% homens.


Envie pequenos vídeos, com conversas ou mensagens de curta duração. Se o seu ‘Buyer Persona’ pertencer a um público mais jovem, esta é sem dúvida uma excelente plataforma. Por outro lado, o seu negócio está mais ligado, por exemplo, à área financeira ou cuidados de saúde, talvez não seja a melhor opção. No entanto, não há nada como experimentar.

Infográfico Guia Publicação Conteúdos Snapchat
LOGO Twitter

Twitter

 

Fundada em 2006 a rede social Twitter foi criada com conceito de envio de mensagens curtas através do telemóvel, os chamados “tweets”. A plataforma tem 353 milhões de utilizadores ativos mensais. É a plataforma ideal para partilhar publicações de ‘blog’, anúncios e conteúdos com curadoria.


O Twitter tornou-se também um instrumento muito importante na política, com muitos funcionários públicos, governos e ministérios a terem contas oficiais no Twitter para fazer anúncios e envolver-se com a população em geral. Um dos melhores exemplos mais recentes foi a utilização que o Presidente dos EUA, Donald Trump, fez da plataforma para comunicar com o público.

 
Dados recentes das redes sociais também provam que o uso do Twitter é utilizado cada vez mais durante os eventos. Os ‘tweets’ em direto, durante eventos desportivos ou transmissões televisivas, tornaram-se uma forma popular de o público se envolver ‘online’ entre si, partilhando os seus pensamentos sobre as experiências que vivem durante o evento.


A distribuição de utilizadores por escalão etário e género, em termos globais, tem uma maior predominância entre os 18 e os 49 anos com 78,7% dos utilizadores dentro deste intervalo de idades. Em relação ao género, 30,0% são mulheres e 70,0% homens.

Distribuição de utilizadores Twitter a nível global

Em Portugal a plataforma Twitter tem o potencial para chegar a 1,27 milhões de pessoas, sendo 39,5% mulheres e 60,5% homens.

Inclua imagens, sondagens, ‘GIFs’, ‘hashtags’, ‘emojis’, perguntas, respostas. Envolva-se com as pessoas e encoraje ‘retweets’, gostos e comentários. O Twitter é conhecido por conteúdo sofisticado e uma proliferação de ‘GIFs’.

Infografico Guia Publicação Twitter
LOGO YouTube

YouTube

 

Criado em 2005, o YouTube é uma plataforma para partilhar vídeos por ex-funcionários da PayPal, a plataforma foi adquirida em pela Google em 2006. Com 2 mil milhões de utilizadores em todo o mundo, os utilizadores desta plataforma assistem diariamente a um número impressionante de mil milhões de horas de vídeo. 56% dos utilizadores são homens e 44% mulheres.


Segundo a pesquisa feita anualmente pela Wyzowl, em 2020 cerca de 85% das empresas inquiridas utilizam o vídeo como uma ferramenta de marketing, assumindo 88% das empresas que o retorno do investimento em vídeo é positivo.

Distribuição dos utilizadores YouTube nos E.U.A.

Fonte: Extrapolação com base nos dados da percentagem de utilizadores de internet, residentes nos E.U.A. e que utilizam o YouTube

* LINK AFILIADO

Em Portugal 93% dos utilizadores de internet entre os 16 e os 64 anos acedem ao YouTube, representando uma estimativa de 5,4 milhões de utilizadores a aceder à plataforma por mês.


Em termos do conteúdo a publicar, o YouTube é uma rede social excelente para partilhar vídeos que expliquem como usar um produto ou serviço. Não precisam estar obrigatoriamente relacionados com a utilização de um dos seus produtos, mas devem ser relevantes para os seus interesses do seu público.


Por exemplo, marcas de vestuário desportivo pode partilhar vídeos com aulas de ‘fitness’, ou uma clínica de obstetrícia partilhar vídeos com instruções para os jovens pais de como cuidar de um recém-nascido.


Poderá também partilhar conteúdo exclusivo para os seguidores do seu canal, com informações sobre um novo produto, promoções, notícias ou informações privilegiadas que ainda não estão disponíveis para o público.


Além disso, pode criar conteúdo específico em diferentes canais dedicados a temas específicos dentro da sua área de negócio, ou diferentes localizações geográficas onde tenha o seu negócio implantado, dando a liberdade e opção a cada indivíduo para escolher qual o canal que mais utilidade tem.


Deve também incentivar a participação da sua comunidade, criando conteúdo que possam partilhar em seu nome através das suas redes sociais.  Outra forma será o de convidar os seus clientes a fazerem pequenos vídeos a utilizar o seu produto e a darem a opinião sobre o seu serviço, usando esse conteúdo para partilhar, por exemplo, no seu ‘blog’ ou outra página de redes sociais.


Desta forma, além de aumentar o envolvimento com os seus clientes, terá também elementos de prova social que ajudarão a fortalecer a sua marca.

 
Para incentivar o público que não segue o seu canal no YouTube, inclua cartões finais com sugestões de outros vídeos que podem ser vistos no seu canal.


Existe uma ferramenta muito útil, o VIDIQ*, que tem uma versão gratuita, com que poderá fazer a análise do seu canal no  YouTube, os canais dos seus concorrentes e palavras-chave.

Infográfico Guia Publicação Conteúdos YouTube
Quem deverá gerir as suas redes sociais? 

Quem deverá gerir as suas

redes sociais? 

 

Estar presente nas redes sociais de forma efetiva e consistente exige tempo e dedicação. Um dos aspetos que deverá ter em consideração é a sua disponibilidade para gerir a sua presença nas redes sociais, analisando a possibilidade de entregar essa tarefa a um elemento da sua equipa, contribuindo assim também para o seu desenvolvimento profissional.

 

Um erro que não deverá cometer é o de atribuir a tarefa a alguém da sua equipa que tenha mais tempo disponível, ou só por que é o elemento mais jovem da equipa e tem várias páginas em diferentes plataformas de redes sociais. 


Um gestor de redes sociais, deverá ter a capacidade e competências para preencher vários requisitos que a função exige: 

 

  • Gestão de projetos: ser capaz de determinar objetivos, criar e gerir um plano, envolvendo todos os elementos da equipa e recursos necessários para alcançá-los.

  • Conhecimento do produto, serviço ou marca: deverá ser capaz de responder às perguntas ou comentários que os clientes possam fazer, de uma forma conhecedora e competente.

  • ‘Copywriter’: deverá ser capaz de construir e transmitir a sua mensagem, eficazmente e com impacto, usando um número limitado de caracteres e sem erros.

  • Estratega: alguém que tenha visão estratégica e que entenda como deve construir uma publicação, saber escolher o conteúdo, onde e quando publicá-lo, aumentando o envolvimento da sua marca com os seguidores das suas páginas nas plataformas das redes sociais.

  • Analista de dados: alguém que saiba lidar com dados, fazendo pesquisa e análise dos dados recolhidos, para estabelecer métricas que permitam identificar o que está ou não a funcionar, medindo o retorno do investimento feito.

Talvez possa ser difícil encontrar alguém na sua equipa que tenha as condições necessárias para desempenhar esta função. No entanto, falamos de uma atividade que é relativamente recente e que está em constante evolução e mudança.

Existe muita oferta de formação sobre gestão de redes sociais, existindo inclusivamente cursos gratuitos. Poderá fazer, ou desafiar alguém da sua equipa, para fazer essas formações. Eis algumas que poderá ter em consideração:

 

O outro cenário será o de contratar um gestor de redes sociais profissional e com experiência. Muito provavelmente não terá muita lógica contratar um colaborador permanente para esta função, mas existem muitas empresas no mercado a prestar este serviço, ou pode até mesmo contratar um ‘freelancer’, por exemplo, através da plataforma Fiverr*.
 

* LINK AFILIADO

Realizar uma auditoria das redes sociais

Realizar uma auditoria das redes sociais

 

Para manter uma presença relevante nas redes sociais, uma tarefa fundamental a fazer é uma auditoria das redes sociais. Só assim conseguirá identificar o que funciona, quais as melhorias a fazer e identificar possíveis problemas.


Outra análise que também deverá fazer na sua auditoria é o que os seus concorrentes fazem nas redes sociais. Compreender como usam as diferentes plataformas, que conteúdos e com que frequência os partilham, qual a reação e nível de envolvimento têm com o público, vai garantidamente ajudar a definir melhor a sua estratégia.


Todas as plataformas de redes sociais disponibilizam as suas próprias ferramentas de análise gratuitamente, no entanto, existem várias ferramentas de análise de várias redes sociais em simultâneo, mas a grande maioria delas com custos elevados. Algumas delas disponibilizam algumas funcionalidades em versões gratuitas ou por períodos limitados de teste sem custos. 


Primeiro, deverá definir prazos para fazer os relatórios de auditoria. Diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente, relacionados com campanhas específicas. Verá que faz sentido reportar algumas métricas mais vezes do que outras. 

Quais métricas a analisar na auditoria?

As métricas a escolher dependerão das suas necessidades e das redes sociais que pretende auditar. Deverá ter em atenção de que quantas mais incluir, mais trabalho terá cada vez que quiser fazer a sua análise. Evite métricas demasiadamente personalizadas e que precisem de ser calculadas cada vez que tiver de gerar o relatório de auditoria, a não ser que sejam fundamentais para a sua estratégia.


Eis algumas métricas fundamentais que deverá analisar e que com as quais poderá conhecer melhor a sua audiência, dando-lhe informações que o ajudarão na tomada de decisão:

 

  • ‘Leads’: são visitantes com potencial para tornarem-se clientes. Os ‘Leads’ que têm origem na sua página de uma rede social podem estar diretamente ligadas a vendas potenciais. Estas ‘Leads’ são direcionadas para o seu ‘website’ ou ‘landing page’ através do CTA que colocou na sua publicação, convidando o público a saber mais sobre um produto, a participar num concurso ou evento, a fazer um teste gratuito de um serviço, a subscrever a sua ‘newsletter’, como alguns exemplos. Colocar ‘links’ rastreáveis (código UTM) nessas publicações ajudarão a fazer o seguimento do público que toma uma ação específica, avançando etapas no funil de marketing, podendo assim saber quais os que se convertem em clientes.

  • Conversões: quando uma ‘Lead’ se torna um cliente efetivo, fazendo uma compra, abrindo um e-mail, registando-se para fazer baixar um e-book, subscrevendo uma newsletter, etc.​

  • Alcance e impressões: o número de pessoas que veem as suas publicações. É uma métrica que demonstra o valor do seu conteúdo para a sua audiência:

Alcance = número total de pessoas que veem o seu conteúdo.

​Impressões = número de vezes que o seu conteúdo é exibido, existindo ou não uma interação como, por exemplo, um ‘like’.

  • Volume: tamanho da conversão de faixa e número de menções de marca.

  • ‘Engagement’: trata-se da relevância do seu conteúdo e o nível de envolvimento que consegue com a sua audiência. Este envolvimento pode ser analisado pelo número de cliques, comentários e partilhas do seu conteúdo. Identifique quais os canais e conteúdos que têm um bom desempenho para a sua marca. Destaque as publicações que têm um melhor desempenho e melhore aquelas que não estimulam a audiência para interagir.

  • Audiência: identifica quem interage com o seu conteúdo, quem são os utilizadores mais ativos e os que têm mais influência. Faça uma análise demográfica e psicográfica que o ajudará a apurar os seus ‘Buyer Personas’. Analise a sua localização, sexo, idioma, interesses, ocupação, idade, etc.

  • Conteúdo: acompanhe o desempenho das suas publicações, analisando quais as que têm o melhor e o pior desempenho. Categorize as publicações por temas, palavras-chave, ‘hashtags’, número de publicações feitas mensalmente, etc.

  • ‘Click-through-rate’ (CTR): é a métrica utilizada para medir a quantidade de cliques efetuados nas suas publicações com um CTA. O cálculo da CTR é feito com a seguinte fórmula:​​

 

​​CTR = n.º de Cliques / n.º de impressões

  • Taxa de rejeição (‘Bounce Rate’): é a percentagem de visitantes que saem do seu ‘website’ após visualizarem apenas a página em que chegaram sem visitarem mais nenhuma página na mesma visita. Poderá usar a ferramenta gratuita “Google Analytics”, consultando o separador “Aquisição – Todo o tráfego - Canais - Taxa de rejeições”.

  • ‘Share-of-voice’ (SOV): análise da presença da sua marca em comparação com os seus concorrentes. Esta análise pode ser feita pelo número de menções que o público-alvo faz à sua marca nas redes sociais, comparando depois com as referências feitas às marcas dos seus concorrentes.

O mais importante será manter a consistência das suas auditorias, analisando as mesmas métricas da mesma forma sempre que fizer uma auditoria. Inclua alterações percentuais e parâmetros de referência para facilitar a compreensão dos resultados temporalmente.

Que conteúdo publicar nas redes sociais?

Que conteúdo publicar nas

redes sociais?

 

O primeiro passo deverá ser o de definir qual deverá ser a voz e o tom da sua marca nas redes sociais, tendo em consideração que as plataformas de redes sociais têm características diferentes entre si, devendo cada uma delas ser tratada como única.


Tal como os elementos visuais da sua marca, o logótipo, fonte e cores permanecem os mesmos, também a voz da sua marca deverá ser mantida consistentemente, refletindo a personalidade, os valores e a missão da marca.


A voz deverá ser expressa na forma ativa em vez de na forma passiva. Como exemplo de uma frase na forma ativa poderá ser “O José escreveu este texto.”, em vez de “Este texto foi escrito pelo José.”, que está na forma passiva.


Enquanto a voz permanece a mesma, o tom deverá mudar de acordo com a sua audiência, a emoção que pretende transmitir e a plataforma de redes sociais onde vai publicar o conteúdo. É por isso essencial que tenha uma compreensão completa da sua marca, para que ao adaptar o conteúdo para cada plataforma, mantenha uma identidade da marca consistente e coesa entre as diferentes plataformas onde partilha os seus conteúdos. 


Seja genuíno e honesto, tratando a sua audiência como gostaria de ser tratado, com respeito e de forma personalizada. Tenha em atenção o que a sua audiência pensa, quais as suas necessidades, se estão zangados ou felizes, ajustando o tom de acordo com a emoção exibida pela audiência.

 
Produzir conteúdo consistente e regularmente é difícil e exige muito trabalho. Uma forma de tornar o trabalho mais simples e organizado é o de organizar o conteúdo por temas. Outra forma é o de permitir que a sua audiência também contribua para a produção do conteúdo da sua marca, publicando comentários, fotos ou vídeos feitos pelos seguidores das suas páginas. Esta técnica também ajuda a construir a lealdade dos seus seguidores.


Algumas categorias de conteúdo que podem ser partilhados nas redes sociais:


Conteúdo com curadoria


Pode partilhar conteúdo relacionado com o seu negócio ou indústria. Por exemplo, no caso de marcas de roupa desportiva, pode partilhar notícias sobre eventos desportivos ou sobre atletas famosos. 
Para fazer curadoria de conteúdo poderá fazer acompanhamento de notícias e artigos publicados na internet, escolhendo as melhores fontes e as que melhor se ajustam ao seu público. Para tal existem ferramentas de pesquisa de conteúdos que o podem ajudar nesta tarefa. Por exemplo, a
Crowdfire*, uma plataforma de gestão de redes sociais, tem a funcionalidade para fazer curadoria de conteúdo.
Num segundo passo, deverá dar algum contexto ao conteúdo escolhido, enquadrando-o com os objetivos de marketing da sua marca e com o seu público-alvo. 


Guias temáticos


Torne a vida do seu público mais fácil, partilhando conteúdo que demonstre como tirar o melhor partido dos seus produtos ou serviços, como fazer alguma tarefa ou como implementar uma determinada estratégia. Este género de conteúdo é muito valorizado e contribui de forma muito efetiva para a fidelização dos seus clientes à sua marca.


Junte-se às conversas nas redes sociais


Faça um acompanhamento das conversas nas redes sociais sobre a sua marca ou área de negócio e participe. Poderá partilhar ideias, conselhos e ajudar o público a resolver problemas. 


Mostrar os bastidores do seu negócio


O público está interessado em conhecer melhor as marcas, a sua cultura organizacional, como funcionam ou como determinado produto é feito. Partilhe reportagens sobre a conceção de determinado produto, sobre os seus fornecedores e parceiros, sobre eventos da sua empresa, como, por exemplo, a festa de Natal ou um evento de caridade. 

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Browser

Elementos a considerar quando partilha conteúdos nas redes sociais

 

Imagens


Apesar de existirem plataformas de redes sociais que baseiam o seu conteúdo em imagens, como o Instagram ou o Pinterest, a utilização de imagens é recomendada para todas as plataformas, pois o nosso cérebro processa as imagens 60.000 vezes mais rápido que o texto.


Com a enorme quantidade de conteúdo a ser partilhado nas redes sociais, uma forma importante destacar o seu é usar imagens que chamem a atenção. Fotografias, gráficos, infografias, GIFs, memes, vídeos. Tente criar conteúdos visuais originais, recorrendo apenas a imagens de ‘stock’ quando não tiver outra solução.


Num estudo feito pela BuzzSumo, em que analisaram mais de um milhão de publicações, descobriram que as publicações com uma imagem por cada 75 a 100 palavras obteve o dobro das partilhas do que as publicações com rácio inferior de imagens por palavra.

 


Vídeo


O vídeo é sem dúvida uma das formas de conteúdo mais importante na atualidade. Dados indicam que 90% dos utilizadores da internet entre os 16 e os 64 anos assistem a conteúdo vídeo todos os meses.


Os vídeos são excelentes para partilhar conteúdo sobre como usar o seu produto, mostrar os bastidores do seu negócio ou partilhar testemunhos de outros clientes. Os vídeos deverão ser de curta duração, devendo dar primazia à qualidade em vez de à quantidade.


É também importante que tenham em atenção alguns detalhes como, por exemplo, incluir legendas para, por exemplo, deficientes auditivos ou pessoas de outras nacionalidades poderem acompanhar o conteúdo, ou até mesmo para alguém que queira assistir a um dos seus vídeos num local público onde não seja possível ter o som ligado ou o barulho de fundo impeça uma escuta atenta da informação.

 

Claro que é fundamental não se esquecer de colocar uma chamada para a ação (CTA) que permita ao público fazer uma compra, saber mais sobre o produto, sem ter de fazer pesquisa adicional e em paralelo.

‘Hashtags’

Os ‘hashtags’ servem como etiquetas de categorização de conteúdo nas redes sociais e são controladas pelos utilizadores para publicar ou seguirem publicações sobre os temas pelos quais têm interesse. O uso estratégico e consistente de ‘hashtags’ pode ser uma forma eficaz para criar e aumentar o número de seguidores da sua marca.


Os ‘hashtags’ permitem que mesmo pessoas que não façam parte da sua rede possam ver as suas publicações, no caso de seguirem o ‘hashtag’ em causa. Por outro lado, também o podem ajudar a encontrar conversas relacionadas com a sua marca ou área de negócio, assim como potenciais seguidores. Além da sua marca, pode também utilizar os ‘hashtags’ para etiquetar uma promoção, uma oferta especial, um concurso, um tópico, uma pessoa, etc.


Um ‘hashtag’ só é eficaz se o público o quiser usar. Não deverá ser muito longo, devendo ter duas a três palavras no máximo, ser fácil de integrar numa conversa e preferencialmente que seja único e distintivo. Evite ser muito vago e vulgar, pois perder-se-á no meio de todas as outras publicações.


Caso pretenda utilizar um ‘hashtag’ que já exista e esteja a ser seguido nas redes sociais, deverá pesquisar o contexto ‘hashtag’ é utilizado e foi criado. De certeza que não quer associar a sua marca a um ‘hashtag’ que tem uma conotação negativa junto do seu público ou foi criado para etiquetar um evento ou tema associado a alguma catástrofe.

 


‘Emojis’


Os ‘emojis’ são excelentes para ilustrar o seu conteúdo, em particular no que respeita ao tom da sua comunicação. Fazer quebras no texto ou no final da publicação com ‘emojis’ ajuda transmitir as emoções, podendo assinalar sarcasmo, uma gargalhada ou até mesmo ira.


Utilize ‘emojis’, mas tenha cuidado. Certifique-se de que sabe o que o ‘emoji’ significa, em particular num determinado contexto. 
 

Qual a importância dos influenciadores nas redes sociais?

Qual a importância dos influenciadores nas redes sociais?

 

Com uma estimativa de que o Marketing de Influência atinja os 9,7 mil milhões de dólares em 2020, é difícil não considerar pelo menos a hipótese de usar influenciadores para promover a sua marca.

Um estudo mostrou que 60% dos consumidores poderão considerar comprar um produto promovido por um influenciador, em comparação com produtos recomendados por celebridades, em apenas 3% dos consumidores dizem ter influência na decisão de compra.

Os influenciadores são divididos em quatro categorias, de acordo com o número de seguidores:

Mega influenciadores
 

Os Mega influenciadores são aqueles que têm mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. São na maioria das vezes figuras públicas muito famosas, não querendo dizer que a sua capacidade de influenciar seja proporcional à sua notoriedade. A principal vantagem que um Mega influenciador dá é o de conseguir alcançar muitas pessoas muito rapidamente.

O perfil dos seus seguidores é muito diversificado, tanto nas suas características demográficas como nos seus interesses. Dada a dimensão da audiência dos Mega influenciadores, é muito difícil desenvolverem e manterem relações personalizadas e de proximidade com os seguidores.

Sendo geralmente mais caros do que outros influenciadores com menos seguidores, são mais indicados para marcas de grande projeção e que geram um grande volume de negócios. São também mais adequados para topo do funil de marketing, para promover a notoriedade da marca.

Macro influenciadores

 

Os Macro influenciadores têm entre 100 mil a 1 milhão de seguidores. Maioria das vezes alcançaram a sua notoriedade através da internet, escrevendo blogues ou partilhando vídeos nas redes sociais com conteúdo cómico, ou inspirador. Muitas vezes o conteúdo que produzem abrange vários tópicos e é feito para influenciar a audiência.

 

O Macro influenciador também permite chegar a uma ampla audiência, mas permitindo que esta esteja mais adaptada ao público alvo da sua marca.

 

Micro influenciadores

 

Os Micro influenciadores têm entre 1000 e 100 mil seguidores. São na maioria das vezes considerados especialistas de um determinado setor ou tópico e sendo reconhecidos pela audiência como tal. Não sendo propriamente celebridades, produzem conteúdo para um determinado nicho de mercado que os seus seguidores acompanham e no qual confiam. Provavelmente serão os influenciadores que trarão um maior retorno com um investimento mais baixo.

A audiência de um Micro influenciador é mais uniforme em termos demográficos e psicográficos, sendo por isso mais fácil para as marcas escolherem aquele que é mais indicado e que tem mais afinidade para o público alvo.

 

Nano influenciadores

 

Com cerca de 1000 seguidores, os Nano influenciadores são pessoas que partilham mensagens diretas e personalizadas com a sua comunidade. Embora o seu alcance seja limitado, conseguem ter um grande envolvimento com os seus seguidores, tendo, por exemplo, no Instagram uma taxa de envolvimento média de 7,2% com os seus seguidores, em comparação com os Mega influenciadores em que a taxa média de envolvimento é de 1,1%.

Muitas marcas apostam nos Nano influenciadores por considerarem existe uma relação efetiva entre estes influenciadores e os seus seguidores.

Como escolher um influenciador?

Se pensa procurar um influenciador para a sua marca, existem várias ferramentas que o podem ajudar nessa tarefa e algumas têm opções gratuitas.

Caso queira fazer uma pesquisa inicial sem usar essas plataformas ou contratar um fornecedor especializado, há algumas formas de identificar os potenciais influenciadores para a sua marca.

Pesquise a ‘hashtag’ da sua marca nas redes sociais para ver se alguém já publica conteúdo sobre a sua marca. Poderá também fazer a pesquisa com palavras-chave relevantes para a sua área de negócio ou sobre as necessidades para as quais a sua marca é uma solução.

Deve ter em consideração que quanto maior for o público que segue um influenciador, menos focado será o conteúdo que provavelmente partilham. Mas se a sua marca é de um produto de grande consumo, então esta categoria de influenciadores será a mais adequada.

Após ter identificado os potenciais influenciadores para a sua marca, entre em contacto e fale sobre a sua marca, envie uma amostra do seu produto para que eles experimentem e comprovem as suas vantagens.

À medida que interage com eles, procure outros que sejam relevantes para a sua marca. Os influenciadores terão na sua rede de seguidores potenciais novos influenciadores para o seu negócio. Passo a passo poderá criar uma pequena rede de influenciadores.

Boas práticas na gestão das redes sociais

Boas práticas na gestão das redes sociais

 

Envolva-se com a sua audiência

Para construir relações fortes com o seu público-alvo, tem de interagir. Fale diretamente com o seu público, pergunte sobre o que acham do seu produto ou negócio, quais são as suas necessidades e aspirações.

Tente sempre responder pessoalmente às suas perguntas e comentários. Ajude-os a encontrar respostas e soluções para os seus problemas. Comente as publicações que fazem e partilhe-as se forem de interesse para o resto do seu público.

Partilhe ‘links’ nas suas publicações que conduzam os seus seguidores para o seu ‘blog’, o seu website, a sua ‘newsletter’, os seus ‘e-books’. Se não partilhar, eles provavelmente não saberão onde os encontrar.

Quando publicar o seu conteúdo, marque com etiquetas (‘tags’) os seguidores que sabe que acharão o conteúdo interessante, em particular os influenciadores que falam sobre o mesmo tema. Ao personalizar o seu conteúdo desta forma, mostra que se importa com os seus seguidores.

Use ‘hashtags’ para que seja mais fácil para as pessoas encontrarem o que procuram. A sua marca deve ter uma lista pré-determinada de ‘hashtags’ que se relacionam com a sua indústria, produto, marca.

Mostre gratidão e agradeça os comentários que são feitos nas suas publicações. Os seus seguidores gastaram tempo para fazer um comentário sobre a sua marca. O mínimo que pode fazer é agradecer.
 

Mantenha a regularidade e consistência

Gerir uma estratégia nas redes sociais é um trabalho a tempo inteiro. Os seus seguidores esperam atualizações regulares, histórias interessantes que os mantenham envolvidos com a sua marca.

Publique conteúdo que educativo e de preferência original. Caso tenha dificuldade em manter uma cadência de publicações com conteúdo original, alterne com conteúdos de curadoria relevantes para o seu público, atualizações da indústria, publicações de influenciadores, ou até mesmo conteúdo criado pelos seus seguidores.

Evite publicar demasiado conteúdo promocional ou apenas para vender a sua marca ou produto. Ao concentrar a sua estratégia nesta categoria de conteúdo, estará a convidar o seu público a deixar de o seguir.

Existem várias ferramentas como, por exemplo, a Social Bee* que o podem ajudar a gerir as várias categorias de conteúdo e a planear a sua publicação regularmente e de forma coordenada.
 

Não cruze os seus perfis sociais

Cada plataforma tem a sua própria linguagem, e provavelmente os seguidores não serão os mesmos em todas as plataformas onde tem uma conta. É fácil cairmos na tentação de criar uma publicação para uma rede social e depois copiá-la na íntegra para publicar numa outra.

Também devemos evitar publicar o mesmo conteúdo repetidamente na mesma plataforma. Por muito que os seguidores tenham adorado uma publicação, não significa que possamos publicá-lo de novo repetidas vezes. Só vai contribuir para que o público fique entediado e potencialmente deixe de ler as suas publicações, pois assumirá à partida que não deverá existir nada de novo.

Não compre seguidores

Existem muitas soluções na internet com a promessa de que podem aumentar o seu número de seguidores. Não enverede por este caminho, pois não serão verdadeiros seguidores e muito provavelmente nada terão a ver com o seu público-alvo.

Como responder a comentários negativos

Esteja preparado para receber comentários negativos nas suas publicações. Ignorar estes cometários e não responder só vai piorar a situação. Deverá responder, mas com algum cuidado, pois uma má resposta pode contribuir para danificar a imagem da sua marca.

Uma boa resposta pode transformar um comentário negativo em algo positivo para a sua marca. Tente responder rapidamente, dando uma resposta personalizada. Mostre que se preocupa com as suas opiniões.

Mantenha a calma, pois os seus seguidores estarão atentos à forma como reage a um comentário negativo. Seja profissional, honesto e mostre humildade. Acima de tudo não apague um comentário negativo, pois muito provavelmente o autor vai voltar a publicá-lo, mas num tom ainda mais negativo.

Deve apenas apagar comentários que promovam a violência, racismo, ou que sejam ofensivos para o resto do seu público.

Mantenha-se atualizado sobre as tendências das redes sociais

As redes sociais estão sempre a evoluir, ou com novas funcionalidades que poderá utilizar para promover a sua marca, ou com atualizações dos algoritmos que podem afetar a forma como o seu conteúdo aparece no ‘feed’ do seu público.

Estão também sempre a aparecer novas plataformas de redes sociais, podendo surgir alguma que seja mais indicada para o seu público-alvo. Deverá estar preparado para adaptar-se à constante transformação digital do mundo.

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